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Úlcera neutrófica por diabetes


A doença dos pés em pacientes com diabetes está entre as complicações mais graves do diabetes mellitus. É uma fonte de sofrimento e impõe uma grande carga econômica aos sistemas de saúde e aos indivíduos, uma vez que a doença aumenta o uso de serviços de saúde, a perda de produtividade e leva a incapacidades.


Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018), as úlceras resultam de uma pessoa com diabetes tendo simultaneamente dois ou mais fatores de risco, sendo mais frequente, a polineuropatia diabética e a doença arterial periférica. A polineuropatia, sendo o principal fator de risco, leva a um pé insensível e às vezes deformado, geralmente causando carga anormal em determinadas regiões dos pés, além de perda de sensação protetora e articulações limitadas a mobilidade, o que pode resultar em carga biomecânica anormal do pé. Essa condição gera um alto estresse mecânico em algumas áreas, cuja resposta geralmente é a pele espessa e posteriormente a ulceração da pele.


Estratégias que incluem elementos de prevenção, educação de pacientes e capacitação dos profissionais de saúde, podem reduzir a carga da doença do pé e promover mais qualidade de vida e manutenção da funcionalidade das pessoas com diabetes mellitus.


De acordo com o International Working Group on the Diabetic Foot (2019), a cada 20 segundos em algum lugar do mundo, alguém perde uma perna devido às complicações do diabetes. Neste momento, milhões de pessoas com diabetes sofrem de úlceras nos pés que mal cicatrizam. Essas pessoas podem ser ajudadas quando uma equipe multidisciplinar de pés compartilha objetivos comuns e segue os cuidados baseados em evidências.


Diante do exposto, convido vocês a refletirem sobre a implantação de instrumentos e ferramentas para o rastreamento e diagnóstico precoce, uma abordagem eficaz no tratamento e benefícios na prevenção da úlcera, de modo a contribuir com a qualidade de vida das pessoas com diabetes.


Por Anadelle Lima

Enfermeira. Mestra em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Senso/UFJF. Especialista em Estomaterapia. Sócia-proprietária da empresa ENFLORA Enfermagem Especializada. Coordenadora Científica do Grupo de Pesquisa e Extensão em Estomaterapia (GPEE). Membro da Comissão de Lesões HU/UFJF. Coordenadora do curso de Especialização de Enfermagem em Estomaterapia IESPE-JF. Instagram: enfloraenfremagem


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